sábado, 12 de julho de 2014

Mais um carimbo tão aguardado!

Hoje, 8 dias após reiniciar meu tratamento com o Êxodus, alguns dos efeitos colaterais passaram e outros continuam. Aquele enjôo chato e a sonolência passaram definitivamente. A boca seca e o nariz entupido....bom, esses eu já sabia que teria que conviver. Mas tudo nessa vida se ajeita!
Meu humor também já tá outra coisa! Ainda não me sinto aquela pessoa vivendo a felicidade plena. Entretanto, não tenho tido mais pensamentos sombrios suicidas. Isso já é algo extremamente positivo por si só. Isso tudo em apenas 8 dias! Digam o que quiserem, mas abençoada seja a indústria farmacêutica!

Só que nisso tudo, uma notícia em particular deve ter acelerado minha melhora. Tenho quase certeza disso.
Uma viagem vai se concretizar. Há 14 anos minha família não viaja junto.
Somos 5.
Meus pais, que estão há 30 anos juntos, sendo 29 de casados. E minhas duas irmãs mais novas.
As idades de nós três são muito próximas, o que não necessariamente é bom. Eu com quase 28, a do meio com 26 e a caçula com quase 25. Na verdade, isso contou foi muito contra. Não somos nada cúmplices. Elas são bastante entre elas. Eu sou completamente peixe fora d'água. Enfim, assunto pra outro tópico.
Apesar dessa distância fraternal, essa viagem é bastante esperada pra família toda.

O destino escolhido foi a Patagônia Argentina.

Glaciar Perito Moreno

Um sonho desde a adolescência.
Pra quem gosta de viajar, é necessariamente um destino obrigatório. Uma beleza natural dessa não tem preço. Relativamente barato e perto.
Muito gelo, muito frio, bastante neve, argentinos fanfarrões no pós-Copa (post-escrito antes da final da Copa... Ainda não sabemos quem vai ganhar, tomara que a Alemanha, né?), baleias, pinguins, trekking nas geleiras, icebergs, paisagens absurdas, passeios de navio que vão até a Antártida...... e as pessoas ainda vão pra Miami?????

Eu amo o mundo <3

Uma das coisas que mais gosto de fazer na vida e que faz minha depressão desaparecer em questão de minutos.
A expectativa de saber que vou conhecer um lugar novo na Terra preenche minha alma. Pode ser praia, montanha, cidade, roça, deserto, gelo, mar, não importa! O importante é o desconhecido, o novo. Já basta minha mente mais do que conhecida, vivida, vista, revista, pensada do avesso e sombria. Quero o colorido, o vivo, o novo, o diferente pra me dar férias de mim mesma. Viajar pra mim não tem preço que pague.
Com a minha família, apesar de todas as nossas diferenças, tem uma importância a mais.

Nem minha TAG aparece. A ansiedade que sinto quando sei que vou viajar pra um lugar que quero muito é gostosa, positiva e saudável. Me faz sentir viva e agitada. Me faz querer arrumar as malas, visitar sites de viagem, cotar o câmbio e planejar meu pé na estrada da forma mais organizada possível e não pensar em mais nada. Sinto como se fosse o jeito mais estável de passar o tempo sem desequilíbrio emocional. Como se fosse assim a mente de uma pessoa "normal", não-portadora dessa doença. Me sinto livre pra viver.

El Calafate e Ushuaia.
Partimos no final de agosto e ficaremos uma semana somente. Afinal, somos 5 pessoas.
As coisas melhoram quando a gente quer! É difícil, mas tem que querer!

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